
Segunda-feira, Julho 24, 2006
Mudando de casa, como explicar para as crianças?
* Explicar pra ela por que vocês estão mudando.
* Fazer uma lista de lugares interessantes pra ela conhecer na nova cidade.
* Dar a ela uma tarefa, tipo ajudar a empacotar as coisas dela, separar brinquedos que ela não usa mais pra dar, etc., mas deixa ela escolher o que vai dar, pelo menos nesse primeiro momento, pra manter aqueles que vão dar segurança a ela.
* Uma boa idéia é dar um caderno de telefone pra ela anotar os telefones dos amigos que vai "deixar" com a mudança.
* Mostrar mapas e fotos da cidade nova.
* Deixa o mais claro pra ela possível como vai ser a rotina dela, que ela vai poder levar a cama, brinquedos, etc., como vai ser o apê, o quarto e o que mais você tiver alguma certeza de como vai funcionar. Antes da gente mudar pra cá, a Bárbara gostava muito que eu brincasse com ela andando com dois dedinhos sobre a planta baixa da casa: "Aqui é meu quarto. Eu tava na cama lendo.
Aí você chegava da escola, ia pro seu quarto botar a mochila, vinha me dar um beijo, ia no banheiro... "
* Tenta empacotar as coisas dela o mais tarde possível e desempacotar o mais rápido possível depois da mudança. Essa estória de procurar as coisas e estarem encaixotadas pode ser emocionalmente complicada pras crianças.
* Dá umas etiquetas pra ela desenhar, escrever o nome e colar nas caixas com as coisas dela. Ou deixa ela desenhar nas caixas. Aliás, é bom ir começando a pedir caixas no mercado. Geralmente é só conversar com um gerente e saber o melhor horário
pra buscar.
* Separa uma mochilinha pra primeira noite dela na casa nova, com pijama, algum bichinho favorito, um livro pra ler antes de dormir, etc.
* Ajuda ela a escrever uma carta pra ela mesma e manda pra casa nova. Quando vocês chegarem, a carta vai estar lá esperando por ela.
* Enche uma sacolinha com lanchinhos, lápis de cor, algumas surpresinhas, livrinhos e outras coisas novas e combina que é pra abrir só no dia da mudança.
* Depois que você já tiver escolhido a escola, vai com ela visitar, comprar o uniforme, etc. Vê se tem alguém no prédio ou alguma outra criança que estuda lá e que pode ser apresentada a ela antes das aulas começarem. Vê se vocês podem passar um período na escola com a turma que vai ser dela, pra ela ir conhecendo as outras crianças.
* Pouco depois de vocês mudarem, convida alguns amigos pra visitar ela na casa nova.
* Assim que mudarem, faz um ritual de família, só vocês três, pendurando algumas fotos de família na parede, escolhendo o lugar de algum objeto especial, etc. Cada um pode também fazer um "desejo de casa nova": "Eu desejo que a gente seja muito feliz aqui e que a nossa casa seja cheia de amor", o outro diz: "Eu desejo que a gente possa sempre ficar juntinhos na casa nova", etc.
(Denise)
Terça-feira, Fevereiro 14, 2006
Sobre histórias, acho que nessa idade [2 anos] é mais legal histórias mais curtas (como Contos de Fadas, Lendas indígenas, etc). Na escola da minha filha [pedagogia Waldorf], onde levam super a sério a importância das histórias na formação das crianças, eles só começam a ler histórias mais compridas, que duram vários dias, na primeira série. Eu já lia Sítio do Picapau Amarelo desde o ano passado, mas ela que pediu e tinha mais de 6 anos. Ah, quando era mais nova queria que eu lesse Alice no País das Maravilhas porque tem o livro, só que era um saco: todo santo dia eu lia o primeiro capítulo, pois as crianças querem ouvir sempre a mesma coisa pra "resolver" a história... mas aí é assunto para as mães-psicólogas.
(Surya)
Minha teoria, e de muitas outras pessoas, na esteira do Bruno Bethelheim, é que por mais punks que os contos de fadas sejam eles atendem a uma necessidade inconsciente do ser humano e são necessários às crianças para que elas possam resolver seus conflitos psicológicos a contento e que vocês não precisem me pagar depois pra fazer isso, hahaha
A morte nos contos de fadas prepara as crianças para as perdas que certamente elas vão ter pela vida e ajudam a superar a raiva que eles sentem de gente real, assim, em vez de puxar o rabo do gato eles leêm de novo que o lobo mau caiu na panela de água fervendo.
***
É exatamente isso [que as crianças precisam], entrar na dimensão da fantasia. Responda honestamente, se o autor disser que morreu, você fala morreu (com todas as letras, nada de "está no céu, viajou") se não disser nada, você diz que o autor não conta.
Pode ser que ele esteja lhe testando, vendo se você apóia a historia ou não.
Aliás, isso é importantíssimo pro efeito psicanalítico da história, o apoio que você dá a ela. Se você conta, se conta igual, com todos os detalhes, quer dizer que você apóia a história e a solução que ela possa trazer pra sua criança. Então PARA DE DOURAR A PÍLULA, senão [seu filho] vai fazer picadinho de você.
(Mani)
No teatro com as crianças pequenas
Já é a terceira vez que vamos ao teatro, mas essa última, por inúmeros motivos, me fez pensar num monte de coisas que eu não sabia e em outras de que eu já sabia, mas espero continuar me lembrando:
1) Colocar fralda noturna ou trocar a criança logo no início do espetáculo. (A Cecília fez xixi no meu colo de tal forma que eu é que parecia a autora da bagunça.)
2) Levar mais biscoitos, pães de queijos e outros belisquetes que misteriosamente entretêm crianças entediadas. (Levei 2 pães de queijo, mas acabou rapidinho.)
3) Não ficar decepcionada se seu filho não quiser ver o espetáculo todo só porque você pagou x reais no ingresso.(A mãe da frente amarrou o filho dela nos braços porque ele queria ficar de costas pro palco, mandando beijo pra Cecília.)
4) Sentar nas pontas das fileiras para não atrapalhar todo mundo, se você tiver de trocar fralda, tomar água e/ou vento, ou sair por qualquer outro motivo de força maior.
5) Sentar no fundo, pois os pequenos podem ter medo de ficar muito perto dos personagens (sem falar que você pode ser vítima do teatro interativo, uma moda super constrangedora que nunca passa.)
6) Sair com o filho se ele surtar de medo ou tédio. Outras crianças querem assistir e os atores precisam se concentrar.
7) Impedir que as crianças subam no palco. Pelo menos durante a peça. (Acontece, juro!)
8) Limpar a sujeira que a criança fizer no chão do teatro. (Por causa disso, vários teatros já estão impedindo a entrada com pipocas, refrigerantes e outros alimentos. Uma pena!)
9) Não se sentar na frente de um pequenino tampando toda a visão dele.
Normalmente, teatro é programa a partir de 3 anos, quando a criança já consegue se concentrar por 1 hora. Mas isso é relativo. Tem crianças menorzinhas que adoram, sobretudo as peças com muitas cores e músicas. Bonecos também são um sucesso.
(Cibele)
Segunda-feira, Maio 16, 2005
Mani fala sobre sexo e amamentação: clique aqui.
Sábado, Abril 02, 2005
Como prevenir a infertilidade
Roger Abdelmassih*
Para um casal com boa saúde e freqüência de três relações sexuais por semana, as chances de engravidar não passam de 18% ao mês. No Brasil, cerca de sete milhões de pessoas têm problemas de fertilidade. E a proporção de indivíduos inférteis está bem dividida: 40% dos casos têm causa feminina e outros 40% masculina. Nos 20% restantes há uma conjunção de fatores que afeta ambos os sexos.
Algumas doenças contribuem para a infertilidade, como comprometimento das trompas por obstrução ou aderências, disfunções ovulatórias (ovário policístico), endometriose e varicocele (varizes nos testículos que alteram a quantidade e a qualidade dos espermatozóides). Inflamações ou infecções que levam a uma obstrução das vias seminais também dificultam a gravidez.
Hábitos saudáveis aumentam as chances de engravidar. Fumo, excesso de peso ou magreza extrema, idade avançada nas mulheres (os óvulos perdem a qualidade e acabam) e doenças sexualmente transmissíveis são fatores de risco para infertilidade. A nicotina, por exemplo, interfere na produção de estrógeno, hormônio que regula a ovulaçào, e pode causar alterações genéticas nos óvulos.
Cerca de 12% dos casos de infertilidade estão relacionados com excesso de peso (na mulher o organismo produz estrógeno em excesso e começa a reagir como se estivesse controlando a reprodução ) ou magreza extrema (mulheres magérrimas não produzem quantidade suficiente de estrógeno e seus ciclos reprodutivos começam a falhar).
Nos homens, o passo mais importante para proteger a fertilidade é evitar comportamentos de risco. Drogas como esteróides, cigarro, álcool e maconha afetam a função testicular, o que pode causar más formações e diminuição da produção e da motilidade dos espermatozóides. Outro aspecto é a temperatura dos testículos. A exposição prolongada a altas temperaturas reduz a produção de espermatozóides. Os homens devem evitar usar roupas apertadas na região dos testículos e ainda ficar muito tempo sentados.
* Especialista em reprodução humana assistida e autor dos livros "Tudo por um bebê" e "Guia da fertilidade". Texto publicado na Revista O Globo, 14/11/2004.
Segunda-feira, Março 21, 2005
Doces e dentes
[Dicas para cuidar dos dentes de leite cariados por excesso de açúcar]
Para a dor de dente é legal colocar óleo de copaíba. Melhora a dor, faz uma desinfecção e ajuda no processo.
Às vezes o excesso de açúcar também ataca o fígado, se você puder comprar uma "Espinheira divina" da Klein, pode ser legal. Inclusive diminui a vontade de comer doces (experiência própria).
A espinheira é líquida... você coloca uma colher de sobremesa e um pouco de água. O gosto é terrível e quanto menos água fica mais amargo, mas é mais rápido de beber. A copaíba às vezes eu só encontro em cápsulas, aí faz um furinho e pinga umas 5 gotinhas no dente.
(Maria João)
Quarta-feira, Fevereiro 16, 2005
Nadando
Pra criança que gosta de ficar mergulhando, nadando de olho aberto na piscina, é melhor passar filtro solar em Gel, porque escorre menos para os olhos. Meu sobrinho teve uma irritação braba nos olhos porque ele vivia de molho e de olho aberto, e o Sundown escorreu para os olhos.
(Dani S)
Natação: Acredito que a otite seja uma predisposição da própria criança. A Joana chegou a fazer natação com a escola mas teve de sair, não por otites (que nunca teve, apesar de nunca ter tomado qualquer tipo de cuidado), mas porque tem tendência a sinusite e os ventinhos no inverno levavam-na a crises. Mas isso tem uns 4, 5 anos; hoje, penso que não esteja mais tão sujeita, tanto porque o sistema imunológico já está mais desenvolvido quanto pelo respaldo homeopático que tem segurado toda e qualquer onda, graças a Deus.
Eu correria o risco de pôr na natação e preocupar-me-ia somente se otites e outras maleitas aparecessem. Não há o que pague o à-vontade das crianças na água e a tranqüilidade que isso traz às mães.
PS: tem vezes que a otite se deve a alergia ao cloro, e não ao contato com a água propriamente dita. Tipo fica ruim na piscina, mas não no mar.
(Petita)
Eles têm uma técnica de "avisar" ao bebê que vai mergulhar, soprando no rostinho. Assim, quando o bebê sabe que vai entrar água, instintivamente "trava" as entradas e prende a respiração. Ah, o mergulho é essencial, é libertador, terapêutico. Se a escola [de natação] não mergulha, com medo disso e daquilo, não tem firmeza.
(Mani)
Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005
Dor do crescimento
Gente, a Bia reclama às vezes de dor nas pernas à noite ou no final da tarde, eu enrolo um lençol, ela fica quietinha, deitada um pouco, passa logo.
Eu lembro que eu tinha isso às vezes, mas me lembro já maior, minha sobrinha de 8 anos, às vezes reclama também.
Eu acho que li uma vez na Crescer que "Crescer Dói", alguém mais já viu isso?
(Simone)
O Pedro, que tem 3 anos, desde os dois sente essas dores nas pernas. Principalmente quando brinca demais. Levei-o ao ortopedista, que fez todos os exames possíveis e disse que deveria ser a tal dor no crescimento. Basta aquecer o local com uma bolsa de água quente ou mesmo passar uma pomada canforada. A Ju disse q tbém teve isso na infância e que a mãe dela enfaixava as pernocas dela, né, Ju?
(Renata)
Eu sempre falo pra ela, que é porque brincou bastante e na maioria das vezes descalça, como eu disse enrolo as pernas no lençol, às vezes ela só quer em uma perna mesmo, e passa, às vezes demora mais, às vezes menos.
(Simone)
Sobre "dor do crescimento", como eu já disse aqui há um tempo, eu tive isso a infância inteira, minha mãe também, minha avó também (se a sina continua, daqui a pouco a Lili aparece reclamando. Tomara que não). Não estava nem me lembrando que isso existiu um dia, mas depois que alguém citou, lembro exatamente como era chato. Não é uma dor muito forte, mas é muito constante e impossível de ser esquecida. Ocorre principalmente na hora de ir dormir, e mais nos dias em que a gente fez algum exercício físico mais forçado. Achei 2 links sobre o assunto na web:
http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/cadernos/vida/2001/11/03/jorvid20011103004.html
http://www.poanight.com/saude/crescimento.php
Mas já aviso que não gostei: são duas visões bem alopáticas, não concordo em tratar isso com analgésico, não, porque é uma dor que dura anos e anos, vindo e voltando, tenho impressão que ao final da infância a criança vai estar totalmente dependente do analgésico. Credo. Eu mesmo nunca tomei (ainda bem), minha mãe fazia comigo o mesmo que a mãe dela fazia com ela: enfaixava minhas pernas na hora de dormir, nas noites em que a dor aparecia. Alivia bastante. Também não concordo que está ligado a "problemas emocionais". Mas gostaria de saber o que as pernas representam para a Leitura Corporal.
(Ju Sampaio)
As minhas eram dores fortíssimas nas pernas, eu não conseguia dormir, chorava de dor. Minha mãe colocava bolsa de água quente, massageava com pomada, me enrolava, mas eu sofria. Chorava não, ainda choro (Meu Deus! Mas crescer pra onde agora? Pros lados?), mas os espaços entre as crises diminuíram bastante. Tô pra marcar um reumatologista, nunca fui ver isso. Quando eu tenho, me incomoda bastante. Alguém viu isso depois de crescida?
(Giu)
A dor de crescimento existe mesmo, principalmente na fase dos estirões de crescimento e podem aparecer na perna, coxa e braços. A causa, até onde eu saiba, é desconhecida. Calor, massagem, banho, roupa mais quentinha são as orientações básicas. Tem criança que tem, tem criança que não.
Entre as teorias que podem explicar a dor de crescimento, uma é mais forte: durante a fase de estirão de crescimento, a membrana altamente inervada que reveste os ossos (perióstio) acaba recebendo muito estímulos rápidos, assim a massagem, o calor, o banho acabam estimulando de outra forma outros receptores nervosos. No fim, tem-se estímulo de receptores periféricos da pele e tecidos conjuntivos contra os do perióstio... sendo que os da pele acabam se sobrepondo ao outros. Por isso que a massagem e o calor funcionam bem... ah, carinho também, muito!!
(Glau)
O Gabriel se queixa dessa dor desde os 5 anos. E o médico recomendou calor no caso dela aparecer "do nada", ou seja, sem ter feito esforço físico e gêlo se foi depois de muita agitação, tipo futebol, natação, corrida etc.
E também bastante carinho.
(Nina)
Sexta-feira, Janeiro 28, 2005
Amamentação e desmame
Eu tive rachaduras horríveis no bico, dessas de morder travesseiro. Pra mim, o que resolveu foi babosa. Dá um trabalhinho e é meio melequento, mas em 2 dias vc vai ser outra mulher...
Compra na feira uma folha de babosa, em casa você descasca, vai sair uma gosma. O que você precisa é do miolo, é uma "carninha" transparente, guarda na geladeira num potinho e vai colocando pedacinhos no bico do peito. Põe por dentro do sutiã mesmo e deixa lá, dá o maior alívio, cicatriza rapidinho e não abre mais! Pode acreditar que funciona!
(Dedéia)
Eu resolvi pegando um solzinho nos bicos dos peitos, uns cinco minutinhos por dia, e lembrando de secá-los 'ao vento' depois de cada mamada.
(Dani K)
Horários x livre demanda
Nunca impus horários, nem acordei a cria para mamar. Se dormia, era porque estava em paz, sem fome.
Na minha cabeça ou era dedicação total à causa ou não faria sentido pra mim. Até porque ninguém sabe o quanto que a criança mama, seja em 10 ou em 40 minutos. Na dúvida, peito! Prende muito, mas é muito gostoso. E se a gente olhar com a devida distância, é tão rápido, passa tão rápido, né não?...
(Petita)
Desmame
A minha opinião pessoal (e acho que a da maioria daqui) é que o desmame é um processo seu e do seu filho. Só você pode saber quando está "na hora" de desmamá-lo. Tem gente que desmama aos 6 meses porque já curtiu a experiência, já cumpriu um prazo "de praxe" e está a fim de mais liberdade. Tem gente que amamenta até os 2 anos porque curte o momento, o vínculo com o filhoe não quer largar. Pra mim, se você decidiu, se está feliz e tranqüila com a decisão, isso é o que importa. Acho um saco médico querer se meter nessa história, porque não tem ninguém que ouse dizer que vai fazer mal ao seu filho se ele mamar mais. Aliás, até tem, né?
(Dedéia)
Há um mês voltei a trabalhar, com Miguel com dois meses e meio. Achei relax pois podia levar ele comigo e amamentar lá. Porém, ele não se adaptou a essa nova rotina e perdeu a pega, sei lá, não conseguia mamar e começou a emagrecer... No auge do desespero, dei uma mamadeira de complemento para ele e vê-lo mamar foi um alívio. A pediatra dele falou para eu continuar com o complemento para interromper o "ciclo": ele sem mamar, com fome, ficando estressado, mamando menos ainda. Só que a esta altura minha produção tinha caído muito e comecei a ver meu sonho de amamentar indo pelo ralo.
Corri atrás e decobri, fuçando a internet, o Dr.Marcus Renato de Carvalho (www.aleitamento.com), um pediatra fofo especializado em amamentação. Fomos lá. Ele disse que eu tinha leite à beça (só de ouvir, minha produção subiu!)e mandou cortar o complemento pois Miguel tinha engordado muito em pouco tempo. E falou para voltarmos em 1 semana.
Voltamos e Miguel tinha engordado quase nada. Conversamos e dr. Marcus percebeu que o problema todo era mesmo o meu trabalho que estava me sobrecarregando de todas as formas, afetando a produção, e estressando Miguel também pois o teatro onde ensaiamos é longe da minha casa (quase uma hora de carro)e ficamos muitas horas lá dentro. Ele perguntou se eu não podia adiar o retorno ao batente. Expliquei que não, ainda mais naquela semana, pois o diretor estava ausente e eu estava com o elenco nas minhas mãos (sou assistente de direção). Ele sugeriu então "entregar os anéis para não perder os dedos" e dar um pouco de complemento mas através de uma sonda que vai ao bico do seio e o bebê mama o complemento estimulando sua produção. Chama-se "relactação" este método, creio eu. É muito bacana.
Voltamos lá depois de outra semana e tudo certo, Miguel tinha engordado (até um pouco demais novamente!) e minha produção estava se restabelecendo. Ao que Dr. Marcus sugeriu antecipar um pouco a papinha pro Miguel. À princípio não entendi porque ele fez isso. Depois percebi que o problema é mesmo o Miguel ir comigo para o teatro. É realmente estressante para um bebezinho de 3m enfrentar diariamente tanto trânsito e ficar tantas horas num ambiente fechado e estranho. Dr. Marcus, com a papinha, estava querendo me dar "autonomia de vôo", já que, além de eu ainda não consegir tirar leite suficiente para deixar para o bebê enquanto estiver fora, Miguel não se adaptou a copinho, conta-gotas, colherinha, nada, só mamadeira e o Dr. Marcus diz que, no caso dele, a confusão de bicos pode ser um problema a mais. Quando eu disse que consegui esta semana off work, Dr. Marcus falou para, claro, eu amamentar exclusivamente, sem papinhas nem nada. Estou fazendo isso e está sendo um deleite :o) Ainda uso a sonda bem de vez em quando pois a produção ainda não está 100%.
(Maíra)
Amore, se você quer continuar a amamentar, não deixe que nada nem ninguém te desanime, há formas de continuar amamentando, de estimular a sua produção de leite. Você tentou o copinho com válvula? A mamadeira, apesar de opiniões contrárias, é um risco enorme à amamentação no peito.Você vai ouvir várias mães dizerem que os filhos continuaram a mamar no peito apesar da mamadeira. As estatísticas são de que pra cada um que fica, cinco largam.É mais fácil, mas os benefícios do peito são infinitamente superiores.
Lá no Mulheres de Peito a gente se dedica exclusivamente a isso, ajudar a amamentar. A gente pode te ensinar massagens, banhos para estimular a produção de leite, mas o essencial, agora que você teve uma folga, é tentar acostumar ele a pegar o copinho com o seu leite, pra organizar sua volta ao trampo. Ninguém vai te sugerir largar o trabalho nem sua profissão, mas sim encontrar uma fórmula alternativa que não prejudique sua vida como um todo, afinal, esse é um momento crucial na vida do seu baby, que não vai voltar mais, é preciso que você curta tranquila, sem estresse.
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Desmame (quando o bebê dorme no peito): a melhor coisa é fazer o desmame progressivo, ou seja primeiro tirar as mamadas do dia, depois as da noite e só depois tirar o "nana-nene". É ótimo que ele não tenha pego mamadeira porque ela é substituto, o bebê não vai se apegar a um copo, né? Geralmente bebê de mamadeira tem que fazer um segundo desmame.
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A Sonia Hirsh sempre diz, se o leite da mãe não tem valor, muito menos o da vaca, né? Se é pra dar leite, que seja o da mãe, ora!
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Dicas de amamentação: clique aqui.
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Copinho para complemento
É um copinho que não derrama quando vira, tem uma tampinha, uns furinhos e um caminho menos direto entre o líquido e a saída, o que quer dizer que o bebê tem que chupar pra sair, fazendo esforço e valorizando o peito da mãe.
É mais aconselhável que a mamadeira porque esta, pela facilidade, pode induzir à preguiça em chupar o peito.
Aqui tem um.
Mas são várias marcas e modelos, e tem uns bem baratinhos (é só pra ver o tipo).
(Mani)
Adultos não precisam de leite.O cálcio está presente em outros alimentos, como por exemplo as folhas verde escuras.
"As folhas verde-escuras da mostarda, da couve, da salsa, das algas marinhas, o gergelim, a castanha-do-pará, alguns chás como o banchá e o chá verde, misso, dente-de-leão, folhas de nabo, trigo-sarraceno, grão-de-bico, queijo de soja, soja verde, feijão, melado de cana: tudo isso tem cálcio, e muito.
Agora vê:
100 gramas de leite de vaca 118 mg de cálcio
100 gramas de leite de cabra 129 mg de cálcio
100 gramas de queijo de soja 128 mg de cálcio
50 gramas de salsa 102 mg de cálcio
50 gramas de grão-de-bico 150 mg de cálcio
10 gramas de gergelim 116 mg de cálcio
10 gramas de alga hijiki 140 mg de cálcio
10 gramas de alga kombu 80 mg de cálcio
6 g de pó da casca do ovo 2400 mg de cálcio "
De Sônia Hirsh
(Mani)
Quinta-feira, Janeiro 27, 2005
Aftas/estomatite
"Não há medicação específica, pois na maioria das vezes as aftas são provocadas por vírus. O máximo que se pode fazer é pulverizá-las com um pouco de bicarbonato de sódio e anestesina. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, os laxantes não só não resolvem o problema como deixam a criança, que já esta comendo pouco, ainda mais enfraquecida. A mãe não deve forçar o doente a comer, mas oferecer-lhe líquidos frios e alimentos gelados, como sorvetes. Os líquidos ácidos e os alimentos muito salgados aumentam a dor. Se as aftas persistirem por mais se uma semana, será necessário consultar o médico."
(Tatiana)
A pediatra falou que é uma das doenças que mais preocupa, porque a criança perde muito peso. É o desconforto de comer, beber, que é muito grande mesmo.
A gente tirou totalmente o sal e evitamos coisas ácidas, tenta pensar em tudo que arde - isso é o que a criança vai ter mais dificuldade para ingerir.
Ô doença triste, que não é tão grave mas dá um trabalho louco.
Pelo que me lembro, a fase aguda dura uns três dias, depois começa a melhorar, mas até todas as aftas sumirem demora bem uns dez dias. Febre alta não é coincidência não, faz parte do quadro da estomatite mesmo, e some também em uns três ou quatro dias.
PS - ah, é, Tati, bem pensado: sorvete descia muito bem. E iogurte, Danoninho, ele passou dias comendo só isso.
(Monix)
Sábado, Janeiro 22, 2005
Florais de Bach
http://www.geocities.com/HotSprings/Spa/6327/
Esse é o melhor link de florais que eu já achei (olha que de vez em quando eu dou umas pesquisadas boas), só que eles precisam da Laura: o layout é uóóóóóóó.
Mas o conteúdo é supercompleto, tem todas as linhas de florais, com um resumo bem bacana de cada essência. E tem estudo de casos, se você se aventurar a ler tudo, fica quase uma expert.
(Ju Sampaio)
Quinta-feira, Janeiro 20, 2005
Desfralde
Quando começamos a tirar a fralda da Rita ela ficou extremamente agressiva, mordia uns 3 coleguinhas por dia. Era assim durante os 10 dias que demorou... Segundo o pessoal da escola, isso é comum porque a criança precisa aprender a se controlar. Faz tanto esforço de um lado, que sobra pra outro lado.
A da noite ela também quis tirar na seqüência: "mamãe, eu não uso mais falda!".
(Flávia)
Fraldas e troninho
Eu sou mó preguiçosa do pedaço, razão pela qual morri de preguiça de tirar fraldas.Aquele negócio de sair pela casa catando caquinha... Bom, mas Deus não dá asa a cobra, razão pela qual meus filhos, mal aprenderam a segurar e puxar alguma coisa demonstraram enorme predileção por...fraldas, claro.
Nenhum dos dois era chegado a ficar com fralda, principalmente em casa. Como vocês podem ver aqui, com um ano certas pessoas já conseguiam deixar as fraldas penduradas, parecendo enormes. Não eram, ele era enorme.
Bom, no momento em que fui obrigada a encarar a dura realidade de que meu lindo filho não gostava de fraldas, tentei as cuecas e shorts, primeiro os dois depois um e outro. Não dava certo. Ele vestia, sujava, tirava e deixava pelo meio da casa, fralda ou short e caquinha.
Bom, aí foi que eu aprendi o método Tchau Cocô, já amplamente difundido mas nunca suficientemente lembrado, facilitando amplamente o trato com a segunda filha e sobrinhos posteriores.
Tchau Cocô
Os bebezinhos vêm ao mundo instintos e sentimentos somente.Aqui eles aprendem a se relacionar com uma variada quantidade de regras e procedimentos que muitas vezes são conflitantes com sua natureza.No começo eles só querem comer, dormir, e...fazer cocô e xixi.Como necessidades básicas instintivas de todos os animais, isso lhes dá muito prazer.
É! PRAZER!!
Se a mãe e o pai encaram aquele produto, que tanto prazer lhe deu para fazer, com desprezo e até com asco, isso pode causar no bebezinho uma dificuldade em deixá-lo sair, em separar-se dele. A pressão também para que ele o faça num lugar onde a água vai levá-lo para onde nunca mais vai vê-lo, o seu querido cocô, pode fazer com que fique agressivo e arredio.
Primeira questão: as fraldas descartáveis. Nenhuma mãe em sã consciência é capaz de negar o avanço que foi a invenção das fraldas descartáveis na vida moderna. Eu ainda peguei fraldas que as fitas adesivas só colavam uma vez, sem elástico e com desenhos não tão "anatômicos", que às vezes vazavam. Mas nem com toda a minha preferência pelos ecologicamente corretos eu fui capaz de abrir mão das descartáveis.
Usei muita fralda de pano, acho que são legais em casa, se você está com tempo, tranqüila, se tem gente pra lhe ajudar. É legal o contato do algodão na pele, que respira melhor. Mas pra sair, dormir, nem pensar.
O problema com as fraldas descartáveis é que ficou muito fácil. O bebê não sabe que tá molhado, não pede pra tirar a fralda, demora a descobrir que precisa controlar o esfíncter (o cocô), pior ainda a bexiga.
Ah, mas meu filho pediu, vocês viram. É claro, eu estou generalizando. Muitas crianças entram logo nesse processo, é muuuuuuito variável. Mas eu tenho a teoria de que esse é o primeiro passo na direção de adultos infantilizados e irresponsáveis, que se recusam a deixar a adolescência.
Ai, Mani de Deus, vou jogar as fraldas descartáveis fora, que veneno é esse, pior que coca-cola?
Calma, muierada, não é pra tanto!
Só não faça da fralda descartável uma arma, a vítima pode ser você.
Solução: tire as fraldas de vez em quando, deixe o ventinho bater "nas partes", guarde os tapetes e relaxe, de vez em quando. (Não vale pra quem tem carpete em casa)
Sabe que tem gente que leva criança pra praia de fralda? Isso é pecado!
Bom, se isso virar um hábito saudável e você conseguir conviver com o fato de que o seu filhote faz cocô (coisa que as fraldas descartáveis também nos ajudaram a esquecer), vem a segunda parte, sua atitude em relação ao dito-cujo.
Bom, os bebês têm prazer em fazer cocô, você já sabe. Fazer cocô é essencial para a vida saudável do seu filho, certo?
Então pare de fazer cara de tragédia quando isso acontece! Alegre-se! Pense:"Mais um dia sem prisão de ventre, mais um dia sem diarréia."
Não precisa fazer carnaval (tem gente que faz, tem musiquinha do cocô e tudo, mas aí eu já acho um certo exagero), mas uma certa alegria, um "Muito Bem", ou "Parabéns" já dão.
Nada de torcer o nariz e chamar de fedorento.
A partir do momento que o seu bebezinho já anda ele é capaz de acompanhar o seu produto, ver para onde se leva a sua obra prima, que tanto trabalho deu pra fazer. Acompanhe-o até o banheiro, jogue o cocô no vaso e diga, "Agora, o cocô vai embora, tchau, cocô". No começo você puxa a descarga, depois deixe que ele o faça. Mande dar tchau, brinque, e fique olhando até o cocô sumir.
Segunda etapa: o troninho
Eu sou favorável ao peniquinho.O assento do vaso tem algumas desvantagens. A primeira é que é um momento que requer confiança, pra isso é bom que os pés estejam firmes no chão e o trono seja apropriado ao tamanho do "rei". No peniquinho ele também controla o seu "produto", sem medo que fuja e não tem aquela sensação de que ele pode ir junto com o produto pelo ralo. Sem falar que depois o ritual fica mais ritual, mesmo, levar pro banheiro, jogar, dar tchau, dar descarga.
Finalmente, não faça pressão. Deixe o tempo dele, a segurança, o amadurecimento fazer o trabalho.
A fralda da noite já é outra história.E tem outras experiências.
(Mani)
Terça-feira, Janeiro 18, 2005
Catapora
Ops, catapora é comigo mesmo. A Rita (3,5) pegou há 2 semanas e a Cecilia (10m) está agora.
O médico receitou uma homeopatia (Rhus Tox) pomada (Nebacetin), pode passar maisena para aliviar, em casos extremos Polaramine (anti-histamínico).
Eu ainda incrementei e congelei saquinhos de ketchup, daqueles de delivery, para colocar nas bolinhas que coçam muito.
(Flávia SP)
Permanganato faz mal, está proibido. Usem álcool canforado ou tanchagem (é uma planta, conhecida também como trançagem, as folhas dela são trançadas, tem uma certa semelhança com o trigo). É ótima pra coceira e cicatrização. Você encontra em loja de produto natural ou em feiras livres, nas barracas de folhas pra chás (não sei como é em S. Paulo, aqui tem muitas). Faça o chá e dê banho nela com o chá. Pode inclusive não enxugar, deixar secar naturalmente, é bom.
(Mani)
Segunda-feira, Janeiro 17, 2005
Largando a chupeta
Restringir o uso, horário/local, tipo: "só pode chupar lá no quarto, antes de dormir".
Não levar a chupeta nos outros locais da casa e nem nos passeios, "porque pode sujar".
Fazer um buraquinho minúsculo, que você aumenta todo dia, até a própria criança achar ruim o uso e deixar de lado.
Quando as meninas mordiam a chupeta, eu falei que quem mordesse não iria ganhar outra, já que "as chupetas estavam em falta nas farmácias.
Espero que ajude!
(Alê)
beijocas a todas :))
Quinta-feira, Janeiro 13, 2005
Molusco
Pelo que me explicaram, é uma bactéria (ou será que é vírus?!? Ih... agora não lembro mais...) que dá umas bolinhas na pele, tipo millium. É inofensivo mas vai-se espalhando e é contagioso. Só dá em criança, pela imaturidade do sistema imunológico.
A homeopata da Joana não se preocupava muito e eu confesso que só passei a me preocupar quando via a cara das pessoas intrigadas com as bolinhas na pele da Joana. Além de se espalharem, crescem e algumas ficam com um aspecto mais esquisitão, meio bolha.
A retirada pode ser feita espremendo como quem espreme uma espinha. A bolinha fica bem superficial, acima do nível da pele, mas tem de espremer até o final para retirar tudo. No início a Joana deixava, mas depois deixou de deixar. A operação a que acabei submetendo a Joana é a retirada das bolinhas. Como temos uma grande amiga que é dermatologista, fui lá com ela. Uma hora antes do procedimento passa-se uma pomada anestésica (ENLA) em todas e cobre-se com um esparadrapo próprio que vem junto com a pomada. A dermatologista usa um instrumento que parece uma mini-colher com um furo no meio (não lembro do nome) para ir raspando a bolinha até tirar tudo.
Como a Joana tinha bastantes, ficou toda raladinha, em umas mais que em outras, mas não se queixou nadinha.
(Petita)
Molusco Contagioso
O que é?
O molusco contagioso é uma doença viral causada pelo maior vírus causador de infecção humana. A transmissão da doença se dá pelo contato direto com pessoas contaminadas. Atinge preferencialmente as crianças, faixa etária na qual é muito frequente, mas também pode atingir adultos principalmente em áreas de pele mais fina.
Manifestações clínicas
As lesões do molusco contagioso são pequenas, elevadas, hemisféricas, da cor da pele, com aspecto translúcido e apresentando umbilicação central. Podem estar isoladas (mais comum) ou se agrupar. O tamanho das lesões pode variar de puntiformes a cerca de 5 mm de diâmetro.
Em algumas crianças o molusco contagioso se dissemina rapidamente chegando a centenas de lesões. Atingem principalmente o tronco e a raiz dos membros. As lesões são geralmente assintomáticas, mas pode haver prurido (coceira) discreto.
Tratamento
O tratamento consiste na destruição das lesões que pode ser feita através da eletrocoagulação, crioterapia, curetagem, cauterização química ou expressão manual. Quando curetada ou retirada através da expressão manual, elimina uma substância semelhante a uma "massa" de cor esbranquiçada.
Deve-se iniciar o tratamento quando surgem as primeiras lesões, evitando a disseminação que ocorre em alguns casos quando pode ser necessária a internação para realizar o tratamento sob anestesia, devido ao incômodo causado pelos métodos de remoção.
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É difícil pra mim dar receita de remédio porque a homeopatia da Bahia é diferente, tem outros nomes. Pomada de thuya amarela é o que a homeopatia aqui usa. Também pode usar a parte de dentro da casca da banana e passar no lugar.
A alopatia aconselha a "remoção" o que, eu acho, é doloroso e desnecessário, além de não adiantar, na maioria das vezes volta.
(Mani)
Fiz de um tudo até que segui o conselho do Dr. Betarello que é homeopata, espremi... Well... Dá trabalho, né, porque incomoda um pouco, mas segundo o Enzo (3 anos) não dói muito, aquela meleca sai como um cravo. Eu passo Dactarim líquido e no dia seguinte, quando já está sequinho, eu espremo. O Dr. Betarello disse que com homeopatia é tiro e queda mas eu estava sem grana para levar meu baby lá, segui a dica dele e deu certo. Não custa tentar né?
(Nanda Gama)
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